Quatro e meia da manhã. Cheguei do Hermes Bar onde fui com dois casais de amigos muitos simpáticos, que inclusive me apresentaram pessoas novas, músicos e poetas e afins, com os quais debatemos sobre Jazz, Blues, Samba e até, Beto Barbosa e os caminhos da Lambada. Estava bêbado, como de costume, ou como havia me acostumado a estar. Larguei a jaqueta no chão da sala; os sapatos no corredor que leva ao banheiro; me olhei no espelho. Havia sinais de uma maturidade que eu havia sido forçado a ter. Havia olheiras; olhos baixos, sem alegria. A imagem no espelho me disse que eu havia me perdido em mim mesmo, em mim no mundo que eu criei. Mandei a imagem à merda e fui para o meu quarto, ainda tonto de tanto whisky. Na parede algumas fotos em preto e branco me fizeram lembrar de coisas que eu já não me lembrava mais. Fiz questão de arrancá-las de lá. Por amor. Por amor a mim mesmo. Guardei-as numa caixa, junto com mais um monte de quinquilharias que fui recolhendo pelo quarto: mais fotos, cartas, objetos, coisas e mais coisas que não faziam mais parte do que eu estava vivendo. Lacrei a caixa com fita adesiva, coloquei um aviso de "FRÁGIL", e arremessei pela janela. Do vigésimo quinto andar vi a caixa espatifar no asfalto e deixar voar tudo o que eu havia guardado por tantos anos e que não fazia mais sentido pra mim. O vento bateu e levou embora um monte de lembranças... um monte de memórias... um monte de saudades...
Delírio escrito em quinta 21 maio 2009 09:19
SUTILMENTE escrito em quarta 01 abril 2009 14:38
E
E quando eu estiver Triste Simplesmente Me abrace Quando eu estiver Louco Subitamente Se afaste Quando eu estiver Fogo Suavemente Se encaixe E quando eu estiver Bobo Sutilmente Disfarce Mas quando eu estiver Morto Suplico que não me mate não Dentro de ti Mesmo que o mundo Acabe enfim Dentro de tudo Que cabe em ti
. escrito em sexta 20 março 2009 11:35
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas
insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando
nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos
eternos, amei e fui amada, mas também já fui rejeitada, fui amada e
não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras
eternas.
Quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar
uma voz, me apaixonei por um sorriso...
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder
alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com
paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a
quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante.
Ao Amor Antigo escrito em sábado 14 março 2009 09:08
Mário Quintana escrito em sexta 13 março 2009 14:23
Por favor, não me analise, não fique procurando
cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda,
quanto mais eu.. ciumento, exigente, inseguro, carente todo cheio
de marcas que a vida deixou. Vejo em cada grito de exigência um
pedido de carência, um pedido de amor. Amor é síntese, é uma
integração de dados, não há que tirar nem pôr. Não me corte em
fatias, ninguém consegue abraçar um pedaço. Me envolva todo em seus
braços e eu serei o perfeito amor.




1 ano e 5 meses





